Sábado, 20 de Julho de 2019
BARÃO DE COCAIS
Vale usa trens sem maquinistas para transitar próximo a Gongo Soco

Composições remotas são usadas para levar materiais até as obras que são feitas para reduzir impactos de um eventual rompimento da barragem Sul Superior

Publicado em 30/05/2019 - 19h40
Ferrovia passa bem próximo à cava de Gongo Soco - Foto: Reprodução

A Vale voltou a utilizar trens na ferrovia que passa muito próxima à mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais. A circulação de composições no local estava suspensa desde o dia 16 de maio por causa do risco de queda de um talude na cava, o que poderia provocar um impacto e o consequente rompimento da barragem Sul Superior.

Em reunião na Câmara de Vereadores de Barão de Cocais nessa quarta-feira (29), o gerente de tratamento de Brucutu, Jefferson Corraide, explicou que os trens são utilizados apenas para levar materiais até as obras que são feitas para reduzir os impactos da eventual ruptura. As composições são controladas remotamente, sem a presença de maquinistas.

Jefferson afirmou que o uso dos trens foi autorizado pelo Ministério Público após um consultor internacional emitir parecer de que a passagem das composições no ramal próximo a Gongo Soco não causa uma vibração capaz de acelerar o descolamento do talude. A presença de maquinistas, no entanto, não foi autorizada porque uma queda mais brusca do maciço poderia provocar um transbordo da água existente na cava, e isso atingiria a ferrovia.

A circulação do trem de passageiros continua suspensa no trecho de Gongo Soco. Com isso, quem parte da estação de Belo Horizonte embarca em ônibus disponibilizados pela Vale e é levado até a estação Dois Irmãos, em Barão de Cocais. De lá, o passageiro segue a viagem por trem. Já para quem faz a rota no sentido Vitória-Belo Horizonte, o procedimento é o mesmo, porém no sentido inverso.

Da mesma forma, também continua suspenso o transporte de carga de minério de ferro no ramal de Belo Horizonte, entre Sabará e Barão de Cocais, também atendido pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A empresa adotou medidas alternativas.


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