Sábado, 25 de Maio de 2019
MINERAÇÃO EM XEQUE
Vale diz a prefeitos que manterá empregos por 12 meses

Diretores da mineradora conversaram com gestores da Amig e pediram apoio aos líderes municipais para “limpar a barra” da mineração em Minas Gerais

Publicado em 15/05/2019 - 17h12
Diretores da Vale conversaram com representantes dos municípios - Foto: Amig

Diretores da Vale afirmaram a prefeitos da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig) que não promoverá demissões pelos próximos 12 meses em função das diversas operações paralisadas no estado. Segundo a empresa, o acordo tem sido firmado com sindicatos da categoria e visa minimizar os impactos na economia dessas cidades.

A garantia foi dada pelos diretores da Vale das áreas de Sustentabilidade e Relações Institucionais, Luiz Eduardo Osório; de Relações Institucionais Sudeste, Sérgio Leite; e da Cadeia de Ferrosos, Vagner Loyola.  Eles se reuniram na última semana com o prefeito de Itabira, Ronaldo Magalhães (PTB), e os prefeitos de Barão de Cocais, Itabirito, Sarzedo, Mariana, Belo Vale, Nova Lima, São Gonçalo do Rio Abaixo, Congonhas, Santa Bárbara e Brumadinho, além da equipe técnica da Amig.

O encontro foi mais um de uma série de reuniões periódicas que a associação tem mantido com a Vale após o desastre de Brumadinho. De acordo com o consultor de Relações Institucionais da Amig, Waldir Salvador, as consequências da tragédia têm afetado toda a cadeia produtiva da mineração em Minas Gerais, já que as paralisações de atividades já chegam a pelo menos dez municípios.

Durante a reunião, o diretor Luiz Eduardo Osório afirmou que a mineração em todo o país está sendo colocada em xeque. Ele citou que atualmente existem sete Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI’s) espalhadas pelo Brasil, em nível municipal e estadual, e também na Câmara dos Deputados e no Senado, relacionadas à mineração. “Nenhuma empresa no Brasil jamais enfrentou uma situação parecida, especialmente em questões como a tributária”, disse, se referindo à Vale.

Luiz Eduardo deu exemplo de uma recente declaração do senador mineiro Carlos Viana (PHS) à imprensa, considerando aumentar o valor da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) de 3,5% para 10%. Logo em seguida, solicitou o engajamento dos municípios junto aos deputados e senadores e também à opinião pública sobre a importância de mineração e em defesa das regras estabelecidas.

Compensação

Segundo o representante da Amig, Waldir Salvador, a reunião não tratou da compensação da Vale pelos valores que os municípios têm deixado de arrecadar com a Cfem porque essa questão é considerada resolvida pelos próximos 90 dias.

No entanto, o assunto voltará a ser debatido após esse prazo. Os prefeitos já definiram que a exigirão da Vale que continue repondo o valor da Cfem enquanto não houver a volta da produção nas cidades. “Acreditamos que ainda dentro deste ano, algumas produções voltarão a ocorrer”, disse Waldir Salvador.


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