Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
Estradas
Promessa de retomada de obras na BR-381 gera expectativa no comércio às margens da rodovia

Expectativa é de conclusão do trecho entre Caeté e Barão de Cocais, conforme promessa do Dnit

Publicado em 21/03/2019 - 17h00
Ismar possui um empreendimento há 22 anos às margens da 381

O comércio ao longo da BR-381 já idealiza o fim da duplicação da rodovia, após o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) informar a retomada das obras. O anúncio do Dnit de conclusão do trecho entre Barão de Cocais e Caeté (lote 7) até dezembro deste ano foi feito ontem, quarta-feira, dia 20, durante reunião de representantes políticos do Médio Piracicaba na sede do órgão, em Belo Horizonte. “Espero que com a duplicação finalizada possamos superar os prejuízos causados pelas obras ao longo desses anos”, disse Ismar Soares de Andrade, proprietário de um restaurante que está há 22 anos às margens da estrada. 

Ismar é proprietário de um restaurante que está há 22 anos às margens da BR-381

De acordo com o comerciante, uma das pistas já está finalizada, mas as obras na outra faixa prejudicam muito o acesso ao meu comércio. Os motoristas estão passando do outro lado da rodovia, mas, pela complexidade de manobras, acabam desistindo de parar”.

Geraldo Silva, funcionário de um posto de combustíveis às margens da BR-381, também comentou sobre a queda no número de clientes após o início das obras. “Diminuiu muito o fluxo de veículos. O trânsito se tornou instável com essas obras intermináveis. As pessoas não querem mais correr o risco de parar para abastecer e encontrar engarrafamento ao voltar para a pista. Só param mesmo em casos extremos”, finalizou.

As obras de expansão da BR-381 se arrastam há mais de quatro anos. O cronograma inicial era de conclusão em fevereiro de 2017, mas, dois anos após o prazo, dos 303 quilômetros entre Belo Horizonte e Governador Valadares, apenas 30 quilômetros de novas pistas foram entregues. Até hoje, apenas os lotes 3.2 e 3.3, que compreendem 2,1 km de intervenções, são considerados concluídos. Os lotes 3.1 (na região do Vale do Aço) e 7 (entre Barão de Cocais e Caeté) estão com obras em andamento, mesmo assim, o lote 7 sofrerá redução de repasses determinado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão argumenta que o pavimento usado pelo consórcio responsável pelas obras é de má qualidade e precisa ser melhorado.


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