Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
SAÚDE ANIMAL
Prazo para vacinação contra febre aftosa é prorrogado para 15 de junho

Medida evita comprometer a imunização do gado com os problemas na produção e distribuição de vacinas em decorrência da greve dos caminhoneiros

Publicado em 02/06/2018 - 07h31
Cerca de cerca de 23,6 milhões de animais devem ser vacinados em todo o estado - Foto: Divulgação/IMA

O Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou aos estados a prorrogação até 15 de junho do prazo para vacinação do rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa que, pelo calendário, terminaria em 31 de maio. 

Correspondência do Ministério encaminhada aos estados em 29 de maio explica que a prorrogação tem o objetivo de evitar o comprometimento dos resultados da imunização dos rebanhos na etapa de vacinação de maio, tendo em vista que a greve geral dos caminhoneiros afetou vários setores, inclusive a produção e distribuição das vacinas. A correspondência ressalta que “a adequada vacinação dos rebanhos, entre outros fatores, depende de adequada oferta de vacinas ao produtor e de uma logística de transporte normal”.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é o órgão do Governo de Minas Gerais responsável pela gestão das campanhas de vacinação dos rebanhos no estado.

“Com essa prorrogação estamos contribuindo para que os produtores que ainda não vacinaram seus animais possam realizar essa vacinação de forma adequada, garantindo o status que Minas possui de área livre de febre aftosa com vacinação obtido em 2008  junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, argumenta o diretor-geral do IMA, Marcílio de Sousa Magalhães.

Minas Gerais deve vacinar na etapa de maio todo o rebanho de bovinos e bubalinos, independentemente da idade, o que soma cerca de 23,6 milhões de animais em todo o estado.

“A vacinação é obrigatória e o único meio de se prevenir contra a doença. A bovinocultura é um importante gerador de emprego e renda no estado, tendo exportado, no ano passado,  US$ 598 milhões em carne bovina”, ressalta Magalhães, lembrando que os escritórios do Instituto estarão aptos a esclarecer dúvidas dos produtores a partir da próxima semana.

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