Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Mineração
População de São Gonçalo participa em peso de simulado de evacuação

Até quem não mora na área de risco comparece ao treinamento de evacuação em caso de rompimento de barragem da mineradora Vale

Publicado em 03/04/2019 - 16h43

Diferente das atividades realizadas em Barão de Cocais e em Santa Bárbara, a quantidade de pessoas participando do simulado de evacuação em São Gonçalo do Rio Abaixo nesta quarta-feira, dia 3, superou as expectativas da própria mineradora Vale e da Defesa Civil. Para dar sequência ao plano de segurança das áreas afetadas caso ocorra o rompimento da barragem Sul Superior na Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, a Defesa Civil de Minas Gerais realiza em São Gonçalo do Rio Abaixo o último treinamento previsto para o momento.

No último dia 22, quando o nível de alerta de rompimento da barragem foi elevado para 3, a sirene tocou erroneamente no município. A mineradora reconheceu a falha e informou que a sirene devia tocar apenas em Barão de Cocais. No entanto, desde aquela data, a população de São Gonçalo do Rio Abaixo está alerta.

Simulado

O simulado nesta quarta-feira começou às 15h. Apesar de ainda não ter a contagem do número dede pessoas participando, é visível a adesão da população são-gonçalense. O município tem 10,8 mil habitantes. No treinamento em Barão de Cocais, no dia 25, 3.632 pessoas compareceram ao simulado de evacuação. A expectativa era o dobro de comparecimento. Barão de Cocais tem 35 mil habitantes. Em Santa Bárbara, no treinamento realizado no dia 29, o público também ficou abaixo do esperado. 

Precaução

Mesmo não morando em área de risco, a farmacêutica Julieta Pereira conta que optou por participar do simulado por precaução. “Achei importante participar do simulado porque pode ser que no dia ou no momento que ocorrer, que é imprevisível, eu esteja em uma nessas áreas. Posso estar no supermercado, na farmácia, consultando neste local da macha. Vim exatamente para receber essas informações e saber o que fazer”.

Para Marlene Dias, professora em São Gonçalo e em Barão de Cocais, ambas cidades afetadas caso ocorra o colapso na estrutura, o teste deveria ser realizado de outro modo. “O simulado deveria acontecer com as pessoas em movimento. O dia que a sirene tocou por engano, vivemos um simulado real, com todo o medo o desespero. Hoje já estávamos preparados e, quando a gente já espera por algo, encaramos como uma situação mais tranquila”, ponderou.

A professora também não reside em zona de risco, mas decidiu participar do teste para ajuda a família caso precisem. “Moro no bairro Santana, que não apresenta perigo, mas toda a minha família está na rua Monsenhor Torres, que fica próxima ao rio Santa Bárbara”, disse.


Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.