“Pessoas desmaiaram em choque”, conta monlevadense que reside em Ipatinga
A explosão na Usiminas, além de sentida, pôde ser vista de várias partes da cidade. Uma fumaça densa tomou conta do céu e houve correria
A explosão no gasômetro da Usiminas, em Ipatinga, fez moradores da cidade viverem momentos de pânico na tarde desta sexta-feira, 10 de agosto. “Algumas pessoas desmaiaram com a onda de choque”, conta o designer monlevadense Gustavo Domingues, que reside no Vale do Aço há dez anos.
Gustavo mora no bairro Veneza, que fica a cerca de 7 quilômetros da Usiminas. Mesmo a essa distância, o impacto foi forte. Ele conta que sua casa tremeu e portas blindex de lojas foram destruídas ao longo da avenida Livramento.
“Na hora da explosão estava saindo. Senti o baque, achei estranho e nem consegui saber o que era. Algumas pessoas desmaiaram com a onda de choque. Parei para socorrer uma senhora e o Samu estava sem condições de atender. Ainda bem que ela se recuperou”, relatou.
O acidente aconteceu por volta de 12h30. A explosão, além de sentida, pôde ser vista de várias partes da cidade. Uma fumaça densa tomou conta do céu e houve correria, sobretudo em bairros mais próximos à usina, como Cariru, Bela Vista e Centro.
“O problema aqui é que é tudo reto. Você tem contato visual mesmo com os bairros mais longe”, comenta o designer.
A itabirana estudante de arquitetura, Amanda Rodrigues, moradora do bairro Bom Retiro, diz também ter sentido um tremor e que percebeu a gravidade do ocorrido depois que começou chegar as informações.
“Aqui foi um tremor mais leve, tipo esses que os itabiranos costumam perceber, com a Vale. Mas escutamos um barulho. Aí começou uma correria, muitas mensagens no telefone, funcionários correndo. Muitas ambulâncias do Samu e dos Bombeiros passando aqui nas ruas”, conta. “No Cariru e no Centro é que a coisa ficou feia. Estraçalharam lojas, prateleiras voaram em um supermercado”, completa.
Grande parte do comércio de Ipatinga fechou as portas e aulas foram suspensas instituições de ensino nesta sexta-feira. A Prefeitura também mandou suspender atividades em creches municipais.
Feridos
Em nota enviada à imprensa às 15h30, a Usiminas informou que, até aquele momento, 30 pessoas haviam sido atendidas com ferimentos leves no Hospital Márcio Cunha. Segundo a empresa, não há registros de mortes.





