Domingo, 26 de Maio de 2019
MINERAÇÃO
Paralisação de barragem impacta na produção de Brucutu

Segundo mineradora, há uma determinação judicial para que a barragem de Laranjeiras, em Barão de Cocais, não seja mais usada

Publicado em 04/02/2019 - 10h28
Mina de Brucutu tem parte das operações paralisadas - Foto: Divulgação

A mineradora Vale informou nesse fim de semana que desativou a Barragem de Laranjeiras, localizada em Barão de Cocais, a partir de uma determinação judicial. A estrutura, que atende à mina de Brucutu, comporta 16,5 milhões de m³ de rejeito de minério de ferro. A empresa, no entanto, não deu detalhes sobre ação impetrada.

O comunicado foi distribuído pela Vale no sábado, 2 de fevereiro, por meio de sua rede interna de computadores. A medida, segundo a empresa, afeta parte das atividades da mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo. Por não ter mais a opção de atirar o rejeito na barragem, a mineradora teve que desativar as operações que resultam em material úmido.

Ainda de acordo com a Vale, serão mantidas apenas as atividades realizadas na planta de finos, que utiliza o processo a seco. Dessa forma, o rejeito não é despejado em barragens de contenção, mas empilhado em uma área da empresa.

Na mesma nota distribuída internamente, a Vale afirma que já toma as medidas necessárias para retornar as operações da mina. A empresa também defende que a barragem está em conformidade com as regras vigentes e possui o Plano de Ação e Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM). Segundo relatório da Agência Nacional de Mineração (ANM), a estrutura tem risco baixo de rompimento, mas alto potencial de dano em caso de um incidente.

“Por ordem judicial, a disposição de rejeitos na barragem de Laranjeiras em Brucutu está paralisada, sem previsão da retomada dessa etapa deste processo. Desta maneira, já foi realizado o corte de alimentação da usina Brucutu e a descarga da mesma, para parar a operação. A partir de agora, as atividades continuaram sendo realizadas apenas na planta de finos, que é uma instalação a seco, sem necessidade de disposição de rejeito em barragem”, escreveu a Vale na nota.

“Nossa empresa está à disposição dos órgãos fiscalizadores para apresentar o que for necessário e já está tomando todas as medidas necessárias para restabelecer as operações em sua totalidade na mina Brucutu. A Vale deixa claro que a barragem Laranjeiras está em conformidade e possui um Plano de Ação de Emergência de Barragens (PAEBM), conforme estabelece legislação brasileira”, completa a empresa.

A liminar pegou de surpresa órgãos ligados à mineração e até mesmo gestores políticos. Em contato com a reportagem de DeFato Online, o prefeito de Barão de Cocais, Décio Geraldo dos Santos (PV), disse que ainda tenta falar com a gerência da Vale para saber mais detalhes da decisão judicial. Da mesma forma, o presidente do Sindicato Metabase de Mariana, Ângelo Eleutério, comentou que tem uma reunião com representantes da mineradora nesta manhã para obter mais informações.


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