Domingo, 18 de Fevereiro de 2018
Novo prefeito aponta situação crítica em Morro do Pilar; antiga gestora contesta

Juca e Vilma Diniz divergem sobre situação de Morro do Pilar

Publicado em 13/02/2017 - 15h35

Empossado no dia 1º de janeiro como prefeito de Morro do Pilar, José de Matos Vieira Neto (Juca – PDT) afirma ter encontrado a Prefeitura em situação complicada. Segundo ele, é provável que seja decretado estado de calamidade financeira e administrativa muito em breve. A prefeita anterior, conforme Juca, não pagou o 13º dos professores nem o pagamento de dezembro dos servidores e ainda deixou várias dívidas com fornecedores.

“Ela (a ex-prefeita Vilma Diniz) deixou uma dívida enorme que deve passar dos R$ 5 milhões. Não temos o valor certo ainda. A frota está toda sucateada, o hospital não tem nem gaze, não deixou ambulância funcionando, está tudo sucateado”, disse Juca.

O prefeito informou que nem o sistema operacional da prefeitura estava funcionando. “Fizemos ocorrência policial sobre isso. A gente chegou e não encontrou nada. Arquivos foram apagados”, declarou, ao ressaltar que a prefeita anterior, sua adversária política, dificultou o máximo o processo de transição.

Em relação ao atendimento prestado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Centro Leste de Minas Gerais (Ciscel), Juca disse que precisou parcelar uma dívida de R$ 178 mil. No posto de gasolina, o abastecimento é apenas emergencial porque também há restos a pagar. “Vamos trabalhar em parceria com o Ministério Público e com a Justiça a fim de solucionar esses problemas”, afirmou o prefeito.

Outra medida a ser adotada pelo prefeito, além do decreto de calamidade financeira, é a redução do salário do prefeito, vice e secretários municipais. “Vai ajudar na folha de pagamento e colocar o salário dos servidores em dia”, disse Juca. “Vamos recorrer aos deputados Marcus Pestana, Gustavo Valadares e Fred Costa para recomeçar do menos zero”, afirmou.

Ex-prefeita contesta

A ex-prefeita de Morro do Pilar, Vilma Diniz (PTC) rechaçou as acusações do novo prefeito da cidade. Segundo ela, sua gestão entregou a máquina pública com os salários do funcionalismo público em dia e sem nenhuma dívida pendente com fornecedores da cidade.

A última gestora do município ressaltou que somente uma construtora que executou serviços de arruamento no município tem passivos a receber do governo, dívida em torno de R$ 1 milhão. Conforme a ex-prefeita, o passivo foi gerado pelo descumprimento contratual de uma terceira empresa. 

A chefe do Executivo municipal, que encerrou o mandato em 2016, rebateu ainda as alegações de má infraestrutura de trabalho no órgão público. Ela citou que sua gestão renovou o maquinário, sobretudo, da Secretaria de Obras, com a aquisição de motoniveladora, pá-carregadeira e retroescavadeira, por exemplo. Dois veículos foram comprados, além disso, para a Ação Social. Na Saúde, o munícipio obteve duas ambulâncias. No entanto, os veículos de urgência rodam por todo o dia na região e geram demandas de manutenção.

Finalmente, Vilma Diniz falou sobre o caixa positivo deixado para o novo prefeito. Ela alega que a Prefeitura detém em caixa ao menos R$ 2 milhões para a conclusão das obras de esgotamento sanitário – fruto de um convênio de R$ 4,5 milhões com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). “Morro do Pilar será a primeira cidade de seu entorno a ter 100% do esgoto tratado”, defendeu a agente política. 


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