Nova ação frustra previsão da Vale de retomar produção em Brucutu
Uma nova ação judicial impediu que a Vale reativasse a capacidade máxima de produção da mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo. A empresa havia informado ao mercado que as atividades seriam retomadas nesta segunda-feira, 25 de março, mas uma nova ação judicial, impetrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) no fim […]
Uma nova ação judicial impediu que a Vale reativasse a capacidade máxima de produção da mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo. A empresa havia informado ao mercado que as atividades seriam retomadas nesta segunda-feira, 25 de março, mas uma nova ação judicial, impetrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) no fim de semana, frustrou esses planos.
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O novo impacto sobre Brucutu se deu por causa de um conjunto de medidas judiciais protocolado por promotores após a divulgação da elevação do nível de risco da barragem Sul Superior, em Barão de Cocais. As ações, acatadas liminarmente pela Justiça de Santa Bárbara, impedem o funcionamento de 13 estruturas de contenção mantidas pela Vale enquanto a empresa não apresentar laudos de auditorias independentes que comprovem a estabilidade.
Entre as estruturas listadas pelo MPMG está a Barragem Sul, em São Gonçalo do Rio Abaixo, uma das duas que recebe parte dos rejeitos de Brucutu. Segundo a Vale, é o único dos barramentos citados nas ações cuja interrupção interfere na capacidade produtiva da empresa. A estimativa é de queda de 30 milhões de metros cúbicos de minério de ferro por ano.

A paralisação da barragem em São Gonçalo do Rio Abaixo acontece justamente quando a Vale previa a volta de Brucutu após ter ficado com a outra estrutura de rejeitos da mina, a de Laranjeiras, em Barão de Cocais, parada por quase dois meses. A empresa conseguiu reverter a decisão judicial na semana passada e obteve, na última quinta-feira, 21, a autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) para a retomada das atividades da mina. O prazo estipulado pela Vale era de 72 horas para que a produção fosse reativada.
Com a nova paralisação de barragem, a Vale permanece com a produção em Brucutu limitada à planta de finos, que não requer processamento úmido. Segundo a empresa, isso corresponde a cerca de 10% da capacidade plena da mina.
Além da Barragem Sul, também são listadas nas ações impetradas pelo MPMG: Barragem Dique de Contenção Paracatu; Dique de Contenção Lavra Azul; Barragem Dicão Leste; Barragem do Mosquito; Dique de Contenção Cobras; Barragem Sabiá; B3; Dique da Estrada de São Gonçalo; Barragem Principal; Barragem Captação; Barragem Pocilga e Barragem Athayde.
Em nota, a Vale afirma que as decisões se basearam, principalmente, em notificação recebida pelo MPMG, contendo informações preliminares sobre as estruturas. A empresa afirma que “continuará a adotar todas as medidas necessárias para garantir a segurança de suas barragens e tomará as medidas legais cabíveis no âmbito das ações judiciais”.