Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
Investigação
Morte em incêndio comove vizinhos e conhecidos de Ripinha em Itabira

A Polícia Civil investiga o caso, mas já adiantou que não há indícios de que o fogo foi criminoso

Carol Vieira Publicado em 10/06/2019 - 18h08

Moradores da rua dos Operários, no centro de Itabira, ficaram desolados com a notícia do falecimento de Márcia Maria Quaresma, de 53 anos, conhecida como Ripinha. O corpo da itabirana foi encontrado carbonizado na noite desse domingo (9), após vizinhos perceberem que a casa em que ela morava estava em chamas. O velório foi realizado na tarde desta segunda-feira (10) e o enterro, às 17h, no Cemitério da Paz.

De acordo com a Polícia Civil, a perícia ainda não foi concluída, porém, a hipótese de incêndio criminoso foi descartada, já que não há indícios de arrombamento na residência. Como ela morava sozinha, as suspeitas são de incêndio acidental ou fogo posto, situação em que a vítima ateia fogo.

Conceição Siqueira era vizinha de Ripinha há mais de 30 anos. Por ter sido amiga da sua mãe, Maria Quaresma, Conceição lembra com carinho de Marcinha, modo como ela era chamada na vizinhança. “Era todo mundo de Santa Maria de Itabira. Eu convivi muito com ela e com dona Maria, sua mãe”, conta a vizinha. Conceição relata que não tinha problemas com Ripinha e que, na noite do seu falecimento, a viu passando pela rua carregando caixas em direção a sua casa.

A vizinha relata que os pais de Ripinha não eram mais vivos e que, desde então, ela morava sozinha. “Uma das irmãs cuidava dela, e até pedia para eu dar uma olhada de vez em quando”, conta. Segundo Conceição, Ripinha sempre foi muito inteligente e chegou a se formar em pedagogia. “Ela bordava muito bem. Fazia crochê, cachecol, vendia pano de prato, fazia curso, pintava casa, ajudou muito a sua mãe. Aí depois envolveu com as drogas e virou outra Marcinha”, relata.

Vício

Conceição fala que Ripinha andava bem arrumada e produzida, mas, devido ao vício, começou a vagar pelas ruas arrastando um carrinho com vários objetos e chegava a dormir na calçada. “Ela foi internada umas quatro vezes em um clínica em Ipatinga. Lá ela até dava aula para os outro dependentes”, disse Conceição. Segundo a vizinha, Ripinha estava bastante agressiva nos últimos tempos e que não interagia mais com a vizinhança.

Maria Tereza Silva também era vizinha de Ripinha. Tereza conta que nunca teve problema com ela e o que atrapalhava a convivência eram o vício. O filho de Tereza foi o primeiro a perceber o incêndio e acionar o Corpo de Bombeiros. A cunhada de Ripinha, que mora nos fundos da casa incendiada, também correu para o local quando viu o fogo chegar ao telhado.

Nas redes sociais, a comoção pela morte de Ripinha foi grande. Comentários de pesar de antigos colegas de classe da itabirana foram postados com saudosismo: “Estudamos juntas no Grupo Escolar Trajano Procópio, em Santa Maria. Meus sentimentos à família. Descanse em paz, Marcinha!”, dizia um post. “Ela sabia matemática como ninguém…..”  “Verdade, era muito inteligente, foi minha colega na Eemza”, relatava outro post.


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