Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
BARRAGENS DA VALE
Gerente da Vale reafirma segurança das barragens de Itabira, mas diz que “toda atividade humana tem risco”

Diante de um plenário lotado, o executivo da Vale voltou a assegurar que todas as estruturas localizadas em Itabira estão em situação de normalidade

Publicado em 19/02/2019 - 16h55

O gerente-executivo da Vale, Rodrigo Chaves, esteve na Câmara Municipal de Itabira na tarde desta terça-feira, dia 19, para falar sobre a situação das barragens da empresa localizadas no município. Diante de um plenário lotado, ele voltou a assegurar que todas as estruturas estão em situação de normalidade, operando sob controle e seguras. Apesar de afirmar que os barramentos estão no nível zero da escala de risco, o gerente da Vale deixou claro que não se pode falar que as estruturas são 100% confiáveis. “Não existe risco zero, como em qualquer atividade humana. O que existe é o controle de risco”, informou o executivo.

Chaves atendeu a requerimento para prestar esclarecimentos sobre a segurança das barragens da empresa localizadas em Itabira. Ele esteve acompanhado do engenheiro geotécnico da Vale, Quintiliano Guerra, que apresentou o PAEBM (Plano de Ação e Emergência de Barragens de Mineração).

Segundo explicaram os executivos, o Plano possui uma escala que parte do nível zero, o mais seguro, e depois vai para os níveis 1, 2 ou 3. No estágio 1, a situação é de prontidão, mas ainda não exige medidas mais sérias como a evacuação das comunidades, por exemplo.

No nível 2, o estágio sobe para alerta, quando a situação é de risco iminente de rompimento, mas ainda remediável. Caso as estruturas cheguem a esse estágio, a empresa é obrigada a comunicar os órgãos responsáveis e acionar as sirenes para a devida evacuação das comunidades. Este foi o nível que no dia 8 de fevereiro fez soar as sirenes em Barão de Cocais e, no dia 16, n o distrito de Macacos, em Nova Lima. O nível 3 corresponde ao rompimento, numa situação semelhante à de Brumadinho.

Implantação do Plano

Os executivos informaram que, a partir do próximo dia 27, a empresa dará início à implantação do Plano, começando pelo treinamento das comunidades localizadas em um raio de até 10 km de distância das barragens de Itabiruçu, Pontal, Rio de Peixe, Conceição e Santana. O treinamento consistirá em orientar a população, por meio de visita porta a porta, como proceder em situações de emergência. As comunidades serão treinadas, por exemplo, quanto à sirene que é acionada em caso de emergência. “O som emitido é totalmente diferente de outras sirenes, como as do Samu ou de viaturas”, esclareceu Quintiliano.

A empresa também vai instalar placas sinalizadoras padronizadas em pontos chaves de Itabira, com orientações para a população. A empresa terá 93 pontos de encontros em Itabira em caso de acionamento das sirenes. Haverá ainda um aplicativo para ser baixado pela Internet com orientação nas situações de emergência. Segundo Rodrigo Chaves, as áreas de impacto em Itabira correspondem a 5.200 residências, o que abrangeria de 10 a 14 mil pessoas.


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