Quarta-feira, 20 de Junho de 2018
INVESTIGAÇÕES
Estudante é presa acusada de falsa comunicação de estupro em Monlevade

Jovem afirmou no ano passado ter sido violentada ao deixar o campus da Uemg

Publicado em 06/06/2018 - 20h49
No ano passado, estudantes fizeram manifestação após a comunicação do crime

Uma jovem de 21 anos foi presa em João Monlevade acusada de falsa comunicação de crime. No ano passado, ela afirmou ter sido vítima de estupro ao deixar o campus da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), no bairro Baú. As investigações da Polícia Civil, no entanto, apontaram que o ato não aconteceu.

A moça está detida no presídio feminino de Rio Piracicaba. A prisão aconteceu em 11 de maio, mas só foi divulgada nesta quarta-feira, 6 de junho, pelo Jornal A Notícia. O caso corria em absoluto sigilo após um vereador monlevadense, em abril, ter revelado na tribuna da Câmara que as investigações apontavam para a falsa comunicação. Naquela época, foi feita uma reunião entre as autoridades policiais e os parlamentares, e ficou definido que mais nenhuma informação seria repassada pela Polícia Civil.

Segundo o Jornal A Notícia, após a conclusão das investigações, o caso foi enviado para a justiça e denunciado pelo Ministério Público. O juiz criminal da comarca, Rodrigo Braga Ramos, expediu mandado de prisão preventiva sob acusação de “denúncia caluniosa” (falso crime).

Ainda de acordo com o jornal, os advogados da ré entraram com pedido de habeas corpus no dia 22 de maio, mas a liminar foi negada no dia 25 do mesmo mês. O mérito do habeas corpus ainda não foi julgado. Enquanto isso, a estudante segue presa.

Comoção

A denúncia do crime aconteceu em 29 de setembro do ano passado. A estudante afirmou que foi espancada, estuprada e roubada por um homem armado. O ato, segundo descreveu na época, teria acontecido em um ponto ermo próximo ao campus da Uemg. Ela ainda contou que o autor fugiu e não foi mais visto.

Na semana seguinte, estudantes da Uemg e moradores de Monlevade chegaram a fazer um protesto na cidade reivindicando mais segurança. A universidade divulgou nota lamentando o crime e também clamando por mais investimentos na proteção da população.

Em março deste ano, a Polícia Civil de João Monlevade divulgou um retrato falado a partir das características repassadas pela suposta vítima.

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