Segunda-feira, 23 de Abril de 2018
INTERNACIONAL
Estados Unidos e aliados bombardeiam instalações de armas químicas na Síria

Os bombardeios, segundo o Pentágono, são resposta ao suposto ataque químico atribuído ao governo de Bashar Al Assad à cidade de Duma, há sete dias

Publicado em 14/04/2018 - 08h45
Avião prepara para levantar voo durante ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos, França e Reino Unido na Síria - Foto: Força Aérea Francesa

O presidente americano Donald Trump anunciou na noite dessa sexta-feira, 13 de abril, que os Estados Unidos, junto à França e ao Reino Unido, estavam bombardeando alvos na Síria. Os ataques só terminaram quando foram atingidos três locais descritos como locais de “capacidades química”: um centro de pesquisa científica localizado na capital, Damasco; uma instalação de armazenamento de armas químicas, localizada a oeste de Homs; e ainda uma terceira próxima ao segundo alvo, que serviria – segundo o Pentágono – de armazém de equipamentos de armas químicas, além de um posto de comando.

Os ataques foram detalhados pelo Departamento de Defesa norte-americano em uma coletiva na noite dessa sexta-feira. O general Josefh Dunford, presidente do Joint Chiefs – um comitê de assessoramento do Pentágono – disse que os Estados Unidos identificaram alvos sírios. Segundo ele, a “rodada de ataques aéreos já havia sido encerrada”.

“Os alvos que foram atingidos e destruídos estavam especificamente associados ao programa de armas químicas do regime sírio. Também selecionamos alvos que minimizariam o risco para civis inocentes”, disse o general, durante a entrevista.

Também foi evitado o choque direto com a Rússia. “Identificamos especificamente alvos russos sírios, para mitigar o risco de envolvimento das forças russas”, afirmou Dunford. Além disso, ele afirmou que a linha direta com a Rússia foi usada no período que antecedeu os bombardeios, para liberação do espaço aéreo. “Nós usamos o canal de desconexão normal para desconstruir o espaço aéreo. Não coordenamos metas”, explicou.

Menos duas horas antes, o presidente Donald Trump tinha anunciado que os bombardeios haviam começado. Os bombardeios, segundo o Pentágono, são a resposta prometida pelos Estados Unidos ao suposto ataque químico atribuído ao governo de Bashar Al Assad à cidade de Duma, há sete dias.

O secretário de Defesa, James Mattis, também participou da coletiva. Ele disse que até aquele momento não havia “relatos de perdas para o exército americano”. O Pentágono ainda não comentou as declarações da TV síria, de que pelo menos 13 misseis teriam sido interceptados em Homs, o que teria, segundo a estatal de televisão, frustrado o ataque.

Mattis não deu declarações sobre resultados, mas ponderou que, embora o ataque aos três locais tenha sido finalizado, isso não quer dizer que não haverá outros. “O objetivo é realizar uma campanha sustentada para que armas químicas deixem de ser usadas na Síria”, disse.

Os ataques foram realizados por volta das 22h desta sexta-feira (horário de Brasília).

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