Sábado, 25 de Maio de 2019
MANIFESTAÇÃO
Escolas municipais de Itabira aderem à paralisação nesta quarta

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Itabira, a reposição das aulas desta quarta-feira já foi combinada com a Secretaria Municipal de Educação

Publicado em 14/05/2019 - 21h46
Alunos da Unifei deliberaram em assembleia sobre a participação na paralisação nacional. Foto: Thamires Lopes/DeFato Online

A rede municipal de ensino de Itabira participa nesta quarta-feira, 15 de maio, da paralisação nacional contra os cortes na educação e a reforma da Previdência Social. Uma passeata será realizada às 10h, saindo de frente da Estação Rodoviária Genaro Mafra em direção à praça Dr. Acrísio Alvarengapercorrendo a avenida João Pinheiro, no Centro da cidade.

Em algumas escolas a paralisação será em período integral, não havendo aula em todos os turnos. Em outras, haverá aulas apenas em um turno ou algumas horas. A decisão de como será a adesão ficou a cargo de cada instituição de ensino. Na Escola Municipal Matilde Menezes, localizada na Vila Conceição, por exemplo, um bilhete foi enviado aos pais informando que não haverá aula no turno da tarde.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Itabira, a reposição das aulas desta quarta-feira já foi combinada com a Secretaria Municipal de Educação. A manifestação também contará com alunos, servidores e técnicos- administrativos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) campus Itabira que questionam o bloqueio de de R$ 10.849.888,00 (dez milhões, oitocentos e quarenta e nove mil, oitocentos e oitenta e oito reais) feito no orçamento da instituição.

Reforma da Previdência

O ato foi convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). De acordo com a Contee, a proposta do governo Bolsonaro de reforma da Previdência prejudica os trabalhadores em educação de todo o país, principalmente as mulheres. Só de professores, são 2,2 milhões, 80% mulheres, que têm seus direitos afetados.

Atualmente, as professoras se aposentam com 50 anos de idade e 25 de contribuição, e os professores com 55 anos de idade e 30 de contribuição. Pelas novas regras propostas, as professoras serão as maiores prejudicadas. O tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria é estipulado em 30 anos, aumento de cinco anos para as professoras. Já em relação à idade mínima de 60 anos, serão cinco anos a mais para os homens e dez anos a mais para as mulheres.

Aposentadoria integral

Para alcançar a aposentadoria integral (média das contribuições pagas), o tempo exigido é de 40 anos para professores e professoras. Com isso, as mulheres teriam que contribuir obrigatoriamente 10 anos a mais para obter o benefício integral. A mudança na regra do cálculo também reduz o valor dos benefícios. Hoje são dispensados 20% das menores contribuições. Pela nova regra até essas contribuições, totalizando 100%, serão levadas em conta.


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