Terça-feira, 18 de Junho de 2019
SAÚDE
Equipe técnica para operar radiologia já está preparada, garante diretor do HNSD

Além do médico radiologista e responsável técnico, cinco colaboradores foram treinados para o novo projeto

Publicado em 25/04/2019 - 17h48
Diretor do HNSD, Alexandre Coelho (à direita), diz que equipe já está preparada para a radioterapia - Foto: Divulgação

Desde que o projeto de construção de um prédio para abrigar a radiologia em Itabira começou a ser montado, a direção do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) iniciou o treinamento da equipe que ficará responsável pela prestação do novo serviço. Além do médico radiologista e responsável técnico, cinco colaboradores foram treinados e já estão aptos a atender a demanda regional.

Atualmente, cerca de 220 pacientes oncológicos são atendidos pelo HNSD mensalmente. A construção de uma ala dedicada exclusivamente à radioterapia transformará o hospital num Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), uma vez que a instituição já oferece a quimioterapia e cirurgias oncológicas.

A preparação da equipe técnica, segundo destaca o diretor executivo do HNSD, Alexandre José Coelho, foi realizada paralela à montagem do projeto de expansão. Ter os profissionais capacitados antes da implantação do serviço é, inclusive, uma exigência feita pelo Ministério da Saúde.

“Já temos os profissionais qualificados e prontos para atender a população, pois, desde que começamos a falar em construir este centro de radiologia, já nos preocupamos em deixar todos os requisitos aprovados. Não adianta termos toda a estrutura física se não tivermos os colaboradores treinados para atender da melhor forma possível esses pacientes”, ressalta o diretor.

Técnico do Ministério da Saúde visitou o HNSD, em Itabira – Foto: Divulgação

Terreno aprovado

Na última quarta-feira (24), o HNSD recebeu a visita do gerente de projetos do Plano de Expansão da Radioterapia do Sistema Único de Saúde (SUS), Ronan Cabral, que avaliou e aprovou a área de 1.600 m² para a construção do novo prédio. O terreno fica em frente ao prédio da hemodiálise, onde atualmente é o estacionamento interno do hospital.

Para a construção de todo o complexo, o Ministério da Saúde exige um 1.200m² disponíveis. Deste total, 208m² devem ser destinados à construção de um bunker, que abrigará o acelerador linear, utilizado no tratamento radioterápico.

A obra tem uma previsão de ser concluída em aproximadamente um ano e meio, com o custeio total feito pelo Governo Federal, em torno de R$ 10 milhões. A fase atual do projeto é a liberação para a avaliação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da Vigilância Sanitária (Visa), o que deve ser feito nos próximos 120 dias. Após esse período, a obra estará liberada para ser executada.

“Queremos que este projeto seja encaminhado o mais rápido possível para atender os mais de 200 pacientes que temos, para que eles não precisem ser mais encaminhados para Belo Horizonte. Então, agora entraremos em fase de aprovação para que na sequencia haja a licitação e o início das obras. Se tudo caminhar bem, em um ano e meio estaremos atendendo a radioterapia”, estima Alexandre Coelho.


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