Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
PRESTAÇÃO DE CONTAS
Em prestação de contas, diretor executivo do HNSD relata burocracia no recebimento de repasses

Hospital Nossa Senhora das Dores apresentou informações solicitadas pelo Conselho Municipal de Saúde

Anna Gonçalves Publicado em 13/09/2018 - 15h36

Por meio de solicitação do Conselho Municipal de Saúde, o plenário da Câmara Municipal de Itabira recebeu nesta quarta-feira (13) membros da diretoria do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) para uma prestação de contas. Durante a reunião, o diretor executivo da instituição, Alexandre Coelho, apresentou dados sobre a atual situação financeira da Casa de Saúde.

Alexandre Coelho explicou que muitas emendas anunciadas ainda não chegaram até o hospital. O trâmite e a burocracia, conforme fez questão de explicar, impedem muitas vezes a realização de melhorias e compra de diversos equipamentos que contribuiriam com a prestação do serviço de saúde.

“Essas emendas têm um tempo de execução diferente. Nós temos emendas de 2012 que estão sendo contempladas agora, em 2018. Então, quando tem a assinatura do convênio, não significa que tem o real repasse do dinheiro. O recurso não é repassado de imediato, tem que passar pelo município, pelo Estado e existe toda uma burocracia para que o dinheiro chegue aqui. Quando ele chega, é efetivado para os objetos, para equipamentos, custeio, então, tem esse trâmite, essa burocracia. Quando é anunciado, não significa efetivamente que está no caixa do hospital”, disse.

De acordo com Alexandre, dentre os anos de 2017 e 2018, o HNSD recebeu cerca de R$ 1,9 milhão em emendas apresentadas por deputados estaduais e federais. Os autores das destinações não foram citados devido ao período eleitoral.

O diretor também detalhou que no ano passado foram apresentadas três emendas que, juntas, somaram R$ 545 mil para pagamentos de serviços médicos e apoio diagnóstico, e, posteriormente, outra emenda no valor de R$ 300 mil foi repassada à instituição também com a mesma finalidade.

Já neste ano duas emendas foram apresentadas ao hospital, uma no valor de R$ 400 mil e outra no valor de R$ 666,2 mil. O HNSD também espera receber o repasse de outras duas emendas que já foram recebidas pelo município, de R$ 400 mil, para custear equipamentos internos como raio-x, bisturi elétrico e camas hospitalares, e R$ 79 mil, que serão investidos no setor de hemodiálise com camas hospitalares, armários e aparelhos de ar condicionado.

Avaliação

A prestação de contas por parte do HNSD foi motivada especialmente após comentários na Câmara de Vereadores. Alguns parlamentares chegaram a sugerir até mesmo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a destinação de recursos públicos ao hospital e recentes mudanças no quadro clínico da instituição.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Paulo Henrique Rodrigues, considerou a prestação de contas como satisfatória e impulsionadora para novos encontros. “O conselho que tornar essas prestações de contas algo corriqueiro, cotidiano, não uma excepcionalidade como hoje. Há a necessidade de que a população conheça o que está sendo feito com o dinheiro público investido em uma instituição privada como o Hospital Nossa Senhora das Dores”, disse.

Paulo ainda afirmou que algumas questões técnicas não foram apresentadas, possivelmente por questão de tempo, mas que a comissão de atenção terciária do Conselho, responsável por acompanhar os hospitais, fará a requisição. ”Particularmente, senti falta sobre os valores de custeio exclusivamente por serviço”, disse o presidente.

A direção do HNSD enfatizou que toda a prestação de serviço SUS é supervisionada in loco pelo município e avaliada mensalmente por uma Comissão de Avaliação de Convênio (CAC). A instituição cita que essa comissão é composta por dois membros do Conselho Municipal de Saúde (CMS), dois membros da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e dois membros do HNSD.


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