Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Justiça
Diretor do presídio de Guanhães é preso a pedido do Ministério Público

Acusado foi levado para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem

Publicado em 10/05/2019 - 17h19

A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça determinou a prisão preventiva  do diretor do presídio regional de Guanhães, Pablo da Silva Govea. Ele é alvo de investigações que apuram crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e prevaricação no estabelecimento prisional. Conforme o MPMG, a sua liberdade colocaria em risco as apurações criminais e a ordem pública.

As investigações tiveram início a partir de denúncias anônimas recebidas pelo MPMG que apontaram que o diretor teria solicitado a um preso o valor de R$ 5 mil em troca de transferir o custodiado para cela do regime semiaberto. Além disso, o investigado teria permitido que um outro preso permanecesse no meio externo, durante semanas, forjando o exercício de trabalho externo. As denúncias foram confirmadas por agentes penitenciários ouvidos pela Promotoria de Justiça de Guanhães e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 

Além disso, detentos ouvidos confirmaram que o diretor solicitou valores em troca de benefícios aos presos. O MPMG também investiga a revenda de substâncias ilícitas pelo investigado dentro da própria unidade prisional.

Ao julgar o pedido do MPMG, a Justiça considerou que a prisão preventiva do diretor é necessária para a conveniência da instrução criminal, uma vez que o investigado teria ameaçado testemunhas e ocultado provas. “O mero afastamento do diretor de suas funções, bem como, ainda, a aplicação de outras medidas cautelares, são insuficientes para a garantia da instrução criminal e da ordem prisional”, diz trecho da decisão.

A Justiça também determinou a expedição de mandando de busca e apreensão, que foi cumprido no presídio de Guanhães e nas residências do diretor e de outras pessoas investigadas.

Governador Valadares

Pablo é natural de Governador Valadares, no Leste Mineiro.Segundo o jornal “Diário do Rio Doce”, ele foi levado para a Delegacia de Polícia e em seguida transferido, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O advogado Guilherme Lima, que faz a defesa de Pablo da Silva Goveia, em entrevista ao mesmo jornal, afirmou que, por conhecer particularmente Pablo, ele tem certeza de que ele é inocente. “Na condição de advogado de Pablo da Silva Goveia, quero deixar claro para a sociedade de Governador Valadares e região que o Estado terá a oportunidade de provar, caso existam provas, que o mesmo possui alguma responsabilidade penal. Todavia, até o presente momento, existe somente um procedimento cautelar criminal, sem oferecimento de denúncia; portanto, é prudente aguardar o fim do procedimento para que possamos nos manifestar. Mas eu que, particularmente, o conheço, tenho certeza de que ele é inocente.”

 

 

 


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