Direção do presídio de Itabira pede doação de terreno à Vale para ampliar unidade

A diretora-geral da unidade, Maria do Carmo Celestino de Barros

Direção do presídio de Itabira pede doação de terreno à Vale para ampliar unidade
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O próximo passo para dar aos presos uma condição de saírem da cadeia com outra mentalidade é construir oficinas de trabalho dentro do presídio de Itabira. A diretora-geral da unidade de detenção, Maria do Carmo Celestino de Barros, disse que pediu à mineradora Vale a doação de um terreno ocioso ao lado da cadeia, na rodovia MG-129, para a construção das oficinas.

Segundo ela o pedido foi feito recentemente e a companhia avalia a possibilidade de doação do terreno. Caso o uso da área vizinha tenha sinal verde da empresa, Maria do Carmo quer somar forças para arrecadar o dinheiro necessário à obra.

“Ainda não temos o recurso, assim como também não tínhamos quando a construção da escola era planejada. Tínhamos coragem e conseguimos os recursos”, afirmou, otimista.

A gestora da unidade destacou o desejo de que o presídio tenha, assim como outros espaços de detenção do estado, carpintarias, pequenas fábricas ou hortas.

“O meu sonho é não ver presos trancafiados nas celas. Meu sonho é ver os internos todos os dias em atividades constantes e ter tão somente o tempo necessário para dormirem ou descansarem”.

Nesta quarta-feira, 25 de janeiro, foram inauguradas no presídio salas de aula, com capacidade para atender 15 alunos cada, e uma biblioteca com um acervo de cerca de 800 livros.