Terça-feira, 13 de Novembro de 2018
COMEMORAÇÃO
Dia Nacional do Radialista: as vozes que nos acompanham

Em comemoração à data, a DeFato Online ouviu dois dos muitos profissionais do rádio itabirano

Anna Gonçalves Publicado em 07/11/2018 - 15h19

Dentre todos os meios de comunicação, talvez o que mais desperte a magia e o encanto da criatividade ainda seja o rádio. Ouvir os interlocutores e criar a imagem de cada um destes ao seu modo é uma diversão pessoal que vale a pena ser explorada.

Informar através das ondas sonoras é, em geral, um exercício diário. Quem habitua a sintonizar sua estação de costume, seja para ouvir músicas, debates ou notícias, na maioria das vezes relaciona a voz dos radialistas a de amigos, que participam das mais variadas tarefas do cotidiano.

Em homenagem ao compositor, músico e radialista Ary Barroso, foi instituído no ano de 2006 o decreto que estabelece o dia 7 de novembro, nascimento do artista, como o Dia Nacional do Radialista. Comemorando a data, a DeFato Online ouviu as histórias de dois dos muitos profissionais do rádio de Itabira.

Paixão de criança

O timbre diferenciado de uma garoto de 15 anos foi decisivo para o futuro de um radialista que acumula 31 anos de profissão. Vagner Vicente Ferreira, referência na rádio Caraça FM e líder de audiência nas manhãs itabiranas, admirava o rádio desde a infância, mas foi no início da sua juventude que mergulhou neste universo.

O radialista Vagner Ferreira

“No meu tempo de infância tinha uma rádio em Belo Horizonte chamada Atalaia e eu lembro que cresci ouvindo aquilo. Sempre tive uma voz mais grave, eu herdei essa voz na verdade do meu avô, que tinha a voz até mais grave que a voz que eu tenho. Naquele tempo que eu comecei em rádio era importante ter uma voz mais grave e eu comecei a gostar e interessar pela profissão. Com 15 anos fiz um curso para inicialização de locutores, promovido pela rádio 98FM, de BH, e aos 16 comecei a trabalhar na área em uma emissora de Nova Lima”, conta Vagner.

No sangue

E há também quem carregue o amor pela profissão no DNA. Filho do marcante Vicente Sobrinho, uma das maiores referências do rádio de Itabira, Luciano Sobrinho, cresceu em meio às locuções. Hoje, é um dos nomes – e sobrenome – mais conhecidos da Rádio Itabira, a mais tradicional da cidade.

O radialista Luciano Sobrinho

“O que me levou para o rádio foi crescer ouvindo o meu pai, Vicente sobrinho, uma pessoa apaixonada pela comunicação. Convivi com grandes nomes do rádio em nossa cidade. Desde criança, acompanhava meu pai no trabalho, e com isso fui me identificando com o rádio, que rapidamente se tornou uma grande paixão para mim. O rádio é a minha vida, faz parte de mim”, confirma Luciano.

Mudança de perfil

As alterações na dinâmica dos veículos de informação vêm sendo cada vez mais evidentes. Esse é um dos pontos destacados por Vagner Ferreira. De acordo com o profissional, a evolução tecnológica é a principal justificativa para a mudança no perfil de abordagem com o público.

“A gente percebe que a rádio está deixando de ter locutores para ter comunicadores. Com tanta opção online para ouvir música, não sei se alguém ligaria o rádio só para ouvir música. O ouvinte está mais exigente, ele quer um comunicador, um cara que bate-papo, que traga informação, que discuta algumas coisas”, alerta.

Papel social

Luciano sobrinho relembrou que o papel do radialista ultrapassa a barreira sonora e se torna uma relação de amizade e compromisso. “O rádio exige dos profissionais uma atuação constante, uma interação direta com seu público, a ponto de se tornarem membros de uma só família. Por isso temos que fazer um papel social muito importante, afinal de contas é dever do radialista levar a informação precisa para os ouvintes, levar somente a notícia que contenha toda a verdade. Temos o poder e a honra de fazer parte da vida das pessoas, entrar nas residências, locais de trabalho, no carro, e isso faz com que a informação com responsabilidade seja uma obrigação”, finaliza.


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