Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
Mineração
CPI da Barragem de Brumadinho na Assembleia apresenta plano de ação

Trabalhos foram divididos em três etapas: coleta de dados e informações; oitiva das testemunhas, seguindo-se a terceira e última fase, com medidas de providências e de reparação

Publicado em 21/03/2019 - 16h13
Representantes da força-tarefa que investiga o caso de Brumadinho compareceram à reunião - Foto: Guilherme Bergamini

O cronograma inicial de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho foi apresentado nesta quinta-feira, dia 21, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Os convidados da reunião eram integrantes da força-tarefa designada pelo Ministério Público para coordenar as investigações sobre o rompimento da barragem da mineradora Vale, ocorrido em 25 de janeiro, que resultou, até agora, em 210 mortos. As informações são da Assembleia Legislativa. 

Na lista de atividades da CPI constam visita às comunidades impactadas pelo rompimento da barragem, entre elas a uma aldeia pataxó, próxima a São Joaquim das Bicas, e uma audiência pública na Câmara Municipal de Brumadinho, ambos municípios localizados na região Central do Estado. Além disso, está sendo planejado um calendário de reuniões com agentes públicos que integram a força-tarefa.

A primeira reunião será na próxima segunda-feira, dia 25, às 14h30, no Plenarinho IV, com representantes da Polícia Civil, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar do Estado. A CPI vai se reunir também, em outras datas, com membros do Ministério Público do Trabalho, auditores do trabalho, delegados, testemunhas e representantes sindicais.

Segundo o relator da CPI, deputado André Quintão (PT), os trabalhos foram divididos em três partes. O primeiro, de coleta de dados e informações. Em uma segunda etapa, a CPI deverá ouvir testemunhas, seguindo-se a terceira e última fase, com medidas de providências e de reparação. “A intenção da CPI é de fato contribuir com o trabalho da força-tarefa, não permitir a impunidade e garantir medidas de reparação, com objetividade, transparência e clareza”, disse o relator, repetindo o que já afirmara, na abertura, o presidente da comissão, deputado Gustavo Valadares (PSDB). “Não buscamos concorrência, mas a colaboração com os órgãos públicos que atuam na força-tarefa. Nosso objetivo é atuar juntos para atingir o desejo não só da sociedade mineira e brasileira, mas também mundial, dadas as proporções que a tragédia alcançou”, disse o presidente.


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