Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
VIAGEM
Cidades para quem é apaixonado por história

Viajar é caminhar pelo tempo. E quem não gosta de caminhar por cidades repletas de histórias para contar?

Publicado em 22/03/2019 - 09h50
Petra, Jordânia

A rigor, todas cidades são históricas. Toda paisagem é uma sobreposição de acontecimentos, sejam eles provocados pelas mudanças da natureza, seja pela intervenção humana nela. Talvez o que caracterize uma cidade como histórica seja a preservação da narrativa por trás desses acontecimentos e sua resiliência ao longo dos séculos.

Em outras palavras, viajar é caminhar pelo tempo. E quem não gosta de caminhar por cidades repletas de histórias para contar?

Há cidades, em especial, que proporcionam uma verdadeira jornada pelo passado. Algumas são consideradas destinos exóticos (e podem demandar melhor planejamento financeiro) mas não são impeditivos.  Por isso, antes de embarcar, é importante planejar a viagem com alguma antecedência para conseguir melhores preços em passagens aéreas  e hospedagem.

Petra, Jordânia

Uma cidade inteira escavada em colossais rochas avermelhadas, no meio do deserto. As ruínas de Petra mostram muito bem a dinâmica dos Nabateus, povo que viveu na Jordânia muito antes dos árabes – e de Cristo. Eram mercadores, conhecidos por assimilar a cultura dos povos com o quais entravam em contato, como os romanos. Há vários edifícios que lembram o antigo império do Lácio, com colunas adornadas por capitéis e até um anfiteatro. Ainda hoje, diversos grupos de beduínos vivem em cavernas abrigadas pela cidade.

Jaipur, Índia

A história do Império Mogol, nascido da união de árabes com descendentes do lendário Gengis Khan, está estampada nos fortes e palácios da “cidade rosa”. A capital do Rajastão, no norte da Índia, parece cenário das Mil e Uma Noites, seja pela imponência das construções, seja pelas histórias de realeza.

Destaque para o Forte de Amber, uma fortaleza monumental, com elefantes subindo suas rampas, e para o Palácio dos Ventos (Hawa Mahal), um prédio com quase mil janelas, construído por um marajá (príncipe local) para que as mulheres de seu harém pudessem observar a rua sem serem vistas. Amantes de astronomia não podem deixar de conhecer o Jantar Mantar, que, aliás, é patrimônio da Unesco.

Luxor, Egito

Se um amante inveterado do antigo Egito tivesse que escolher apenas uma cidade no mundo para visitar, ela provavelmente seria Luxor, no centro do país. É onde fica o vale dos reis e o das rainhas, onde os faraós e suas esposas eram enterrados. As tumbas de Tutancâmon (bem como sua múmia), Aquenáton, Ramsés II e muitos outros são encontradas por lá.

Karnak, o maior templo do Egito antigo, ficou escondido por séculos sob a areia do Saara, mas agora exibe seus colossos e pilastras na antiga capital do império. O Templo de Luxor, que na antiguidade era ligado a Karnak por uma estrada ladeada de estátuas, pode ser visitado durante a noite. O jogo de luzes sobre suas paredes cobertas por hieróglifos é de arrepiar.

Ouro Preto, Brasil

Quando se pensa em cidade histórica no Brasil, pensa-se em Ouro Preto. E há um motivo para isso. Um não, vários. A antiga capital da Capitania de Minas Gerais tem muito a dizer sobre a exploração aurífera nos tempos coloniais e sobre a Inconfidência Mineira, movimento que deu ao estado sua bandeira e seu principal mártir, Tiradentes.

O Museu da Inconfidência, principal edifício da lendária Praça Tiradentes, e para a enorme Casa dos Contos, habitada apenas pelo comendador e por seus escravos é imperdível. Em Ouro Preto, também foi escrita uma das mais vergonhosas páginas da escravidão no Brasil. Muitas dessas histórias emergem ao se visitar as minas daqueles tempos, como a Chico Rei. Entre as igrejas barrocas, os maiores expoentes são a São Francisco de Assis, com obras primas de Aleijadinho e Mestre Ataíde, e o Pilar, segunda igreja que mais tem ouro no Brasil.

Tikal, Guatemala

Os sete mausoléus em formato de pirâmides no meio da selva guatemalteca são, literalmente, cenário de filme. Algumas das cenas mais dramáticas de Apocalypto, de Mel Gibson, tiveram como plano de fundo estas pirâmides, que chegam a cortar as copas das árvores de tão altas. Subir a Pirâmide VI para ver o sol nascer é uma experiência para a vida toda.

Embora muito menos visitada do que Machu Picchu (Peru) e Chichén Itzá (México), Tikal foi uma das mais importantes cidades pré-colombianas. A maior capital maia do período clássico (ano 200 ao 600) teve pelo menos 50 mil habitantes e deixou um legado arqueológico que ainda exigirá muitas escavações. Fica perto de Flores, pequena cidade no norte da Guatemala.

 


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