“Chegou a vez da Câmara dar esse passo histórico”, diz presidente do Saae sobre tramitação do projeto que dá fim à falta de água em Itabira

Os sistemas de captação de água existentes em Itabira não conseguem atender de forma plena a sua população atual, estimada em cerca de 120 mil habitantes. O fato é incontestável e foi discutido pelo Grupo da Água em reunião na noite de quarta-feira, 3 de abril. O município capta atualmente cerca de 440 litros por […]

“Chegou a vez da Câmara dar esse passo histórico”, diz presidente do Saae sobre tramitação do projeto que dá fim à falta de água em Itabira
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Os sistemas de captação de água existentes em Itabira não conseguem atender de forma plena a sua população atual, estimada em cerca de 120 mil habitantes. O fato é incontestável e foi discutido pelo Grupo da Água em reunião na noite de quarta-feira, 3 de abril.

O município capta atualmente cerca de 440 litros por segundo (l/s), mas ainda assim tem um déficit, hoje, de pelo menos 100 l/s. A solução definitiva, conforme apontou o presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Leonardo Ferreira Lopes, presente à reunião, é a captação e tratamento de água do rio Tanque.

Sem recursos para executar as obras necessárias, o governo municipal propõe uma parceria público privada. O projeto está na Câmara desde 8 de março e será discutido, mais uma vez, nesta quinta-feira, 4 de abril. “Chegou o vez da Câmara. A casa do povo é quem vai decidir: continuamos com o sonho [de resolver o problema da falta de água] ou vamos buscar o desenvolvimento?”, indagou Leonardo Lopes, ao lembrar que Itabira não tem água para ofertar a novos empreendimentos.

Empresas interessadas

Se autorizada a PPP, a captação de água no rio Tanque injetará 200 l/s no sistema de abastecimento de Itabira. Segundo o presidente do Saae, 28 empresas demonstraram interesse em formalizar a PPP. “A gente convive com a falta de água há 30 anos. A gente precisa espantar esse fantasma. Deixar essa história para trás e viver novos tempos, onde a gente possa gerar emprego e melhor condição de vida para todos. Democratizar o abastecimento de água”, declarou Leonardo Lopes.

Ele esteve na Câmara na semana passada para esclarecer as dúvidas dos vereadores sobre o projeto, mas não poderá comparecer à reunião desta quinta-feira. “Estarei atento e espero que os vereadores venham a aprovar esse momento histórico. É o momento de a Câmara poder permitir ao município selar uma PPP que vai levar água a quem não tem”, frisou o presidente do Saae.

Força das parcerias

O presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita), Eugênio Müller, comentou sobre os avanços desde a criação do Grupo da Água, em 2012. “Estamos em uma casa de empreendedores. A PPP é uma tendência universal e é o que vai resolver o problema da falta de água, que é crucial”, destacou.

O Grupo da Água é formado por representantes e vários segmentos da cidade, dentre eles a Câmara Municipal, Vale, Saae, Acita e Interassociação – Centro de Referência das Entidades Comunitárias de Itabira.

Impacto na conta

Após a PPP, a água distribuída pelo Saae poderá ficar mais cara em Itabira. Conforme já havia explicado Leonardo Lopes, o real impacto só será descoberto após realizada a licitação. Porém, ele acredita que o impacto seja entre 15% e 20%. A população de baixa renda não será afetada e vai continuar com o programa de tarifa social.

Alternativa

Enquanto a PPP não é autorizada, uma das soluções encontradas pela Prefeitura para resolver o problema é ampliação da captação de água da barragem Santana (Ribeirão Girau). A obra promete zerar o déficit, mas ainda é um paliativo, tendo em vista que os 100l/s captados serão suficientes para abastecer a cidade somente até 2021.