Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
LEGISLATIVO
Câmara de Itabira vai pagar R$ 65 homem/hora por segurança desarmada

Exigência do Legislativo é que profissionais trabalhem desarmados, uniformizados, sejam treinados e portem rádio de comunicação e detectores de metais

Publicado em 12/06/2019 - 16h18
A abertura dos envelopes com a documentação e as propostas aconteceu na tarde desta quarta-feira (12), no plenarinho do Legislativo. Foto: Thamires Lopes/DeFato Online

A AGE Vigilância e Segurança Patrimonial, de Belo Horizonte, é a vencedora da licitação realizada pela Câmara de Itabira para contratação de de empresa especializada em segurança privada. A abertura dos envelopes com a documentação e as propostas aconteceu na tarde desta quarta-feira (12), no plenarinho do Legislativo.

A empresa foi a única participante do pregão presencial. A AGE Vigilância e Segurança Patrimonial apresentou o valor de R$ 75 homem/hora. Após negociação, a empresa reduziu a proposta para R$ 65 homem/hora e foi considerada a vencedora do processo licitatório. Douglas Custódio S. Pires Guerra foi o representante da AGE Vigilância e Segurança Patrimonial .

Após a publicação do resultado na licitação, a empresa deve iniciar o trabalho. A expectativa é que na próxima semana, durante a reunião ordinária, já haja seguranças no Legislativo.

A AGE Vigilância e Segurança Patrimonial irá atuar durante as reuniões ordinárias e audiências públicas. O edital prevê a disponibilização de profissionais desarmados, uniformizados, treinados e capacitados com certificação, portando rádio de comunicação e detectores de metais com carga horária de seis horas diárias.

O edital descreve que a quantidade de seguranças a serem solicitados pela Câmara de Itabira será conforme a necessidade, sendo no máximo quatro por evento, homens e mulheres. O contrato terá duração de 12 meses.

O orçamento previsto para arcar com as despesas desta contratação não foi informado pela Assessoria de Comunicação do Legislativo. O documento apenas aponta que o valor geral será calculado sobre 900 horas, uma média de 150 reuniões por ano.

Suspensão

Em maio a Câmara suspendeu o certame após apresentação de impugnação do edital. O Legislativo recebeu 10 questionamentos do Observatório Social de Itabira, dos quais cinco foram atendidos.

Memória

O presidente do Legislativo, Heraldo Noronha Rodrigues (PTB), prometeu endurecer as regras para conter onda de manifestações. Em abril a Câmara teve reuniões marcadas por por “apitaço”, gritos, vaias e ataques verbais aos vereadores.


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