Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2019
atenção e cuidados
Acidentes com crianças aumentam 25% durante as férias

Acidentes domésticos com crianças, com queimaduras, quedas e afogamentos aumentam o índice em 25%

Publicado em 09/01/2019 - 15h26
Acidentes domésticos com crianças, com queimaduras, quedas e afogamentos aumentam o índice em 25%- Foto: Pixabay

Estima-se que no Brasil ocorrem cerca de 200 mil acidentes domésticos com crianças, como queimaduras, quedas e afogamento. Entretanto, nas férias escolares este índice aumenta em 25%. Por isso, apesar da alegria de desfrutar as férias, trata-se de um período em que é preciso redobrar a atenção com as crianças.

Segundo a neuropediatra Andrea Weinmann, existem diversos perigos que podem passar despercebidos pelos pais. “As quedas são bem preocupantes, principalmente se a criança tiver um traumatismo cranioencefálico. Na ânsia de se divertir, a criança pode se descuidar e escorregar em pisos de piscinas, por exemplo”, afirma.

Além disso, os pais devem ficar atentos a azulejos quebrados, ralos ou pedras soltas em piscinas. Nem todos os hotéis, clubes e pousadas fazem a manutenção correta das áreas de lazer. Com isso, há risco de cortes, quedas e acidentes com ralos nas piscinas.

A neuropediatra lembra ainda da importância de prevenir os afogamentos. “Quando o afogamento não é fatal, pode levar à falta de oxigênio no cérebro, deixando sequelas importantes, como a paralisia cerebral”.

Mergulhos perigosos
Outro cuidado fundamental é prevenir que a criança salte ou pule em águas escuras, sem visibilidade, perto de pedras ou em águas rasas. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), os mergulhos durante a temporada de verão representam a segunda causa de lesão na medula no Brasil. As lesões afetam principalmente crianças e jovens adultos.

O neurocirurgião Iuri Weinmann, especialista em Medicina da Coluna, comenta que mergulhar em locais inapropriados pode levar a fraturas importantes. A maior parte das lesões ocorre quando a criança mergulha em águas desconhecidas, escuras ou rasas.

“Este tipo de acidente pode causar lesões graves, com perda da função motora e sensitiva. Por isso, é melhor orientar as crianças e adolescentes quanto aos mergulhos, preferencialmente evitando este tipo de brincadeira. Vale lembrar de tomar o máximo de cuidado ao frequentar cachoeiras e rios, que podem também levar a quedas e fraturas”, ressalta o especialista.

Patins, bicicleta e patinete
Apesar das piscinas, cachoeiras e rios serem locais com um alto risco de acidentes, em terra firme também é preciso redobrar a atenção. “As crianças, em geral, não têm noção do perigo. Elas querem se aventurar, descobrir o mundo, superar seus limites. Com isso, não imaginam que podem sofrer uma queda e se machucar”, comenta dra. Andrea.

Assim, cabe aos pais supervisionar as brincadeiras, principalmente aquelas que envolvem patins, bicicletas, skate ou patinetes. O ideal é comprar um kit de proteção, com capacete, joelheira e cotoveleira. Lembrando ainda de levar as crianças em locais adequados para o uso destes brinquedos, é o que reforça a neuropediatra.

Férias seguras
Certamente, o período das férias deve ser um momento de convivência entre pais e filhos e de muitas brincadeiras. Mas, é mandatório que um adulto sempre supervisione as crianças, seja em casa, na praia, na piscina, em parques ou em qualquer outro lugar.

“A prevenção dos acidentes significa o aproveitamento das férias pelas crianças e pela família. Nada pior do que precisar ficar hospitalizado, imobilizado ou em repouso. Certamente, nenhuma criança gostaria de perder suas férias por causa de um acidente que poderia ser evitado. Portanto, para os pais, as férias podem ser mais desgastantes, uma vez que o cuidado com os pequenos deve ser reforçado e constante”, finaliza dra. Andrea.


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