Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Mineração
“A mineração é importante para o nosso Estado, mas precisa ser revista”; diz coordenador Estadual de Defesa Civil

Plano de Segurança para as Comunidades Próximas às Barragens de Mineração foi lançado nesta segunda-feira durante a abertura do Workshop Barragens MG

Publicado em 20/05/2019 - 13h00

Um Plano de Segurança para as Comunidades Próximas às Barragens de Mineração, desenvolvido pelo Governo de Minas, foi lançado na manhã desta segunda-feira, 20 de maio, durante a abertura do Workshop Barragens MG. O evento foi promovido pelo Gabinete Militar do Governador (GMG), por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec/MG), e contou com a presença do governador Romeu Zema (Novo).

O chefe do Gabinete Militar do Governador e Coordenador Estadual de Defesa Civil, coronel Evandro Geraldo Ferreira Borges, destacou a importância da mineração para Minas Gerais. Porém, frisou a necessidade de revisar e observar a mineração sobre outra óptica. “A mineração é importante para o nosso Estado, mas ela precisa ser revista e observada sobre a óptica da sustentabilidade ambiental, econômica, mas acima de tudo, de forma prioritária, nós precisamos pensar na vida. A gente não pode negligenciar aspectos de segurança em detrimento da questão econômica”, destacou o coronel Evandro Borges.

Ele comentou sobre o momento de ansiedade e preocupação em que vive a população do Estado diante a condição de estabilidade das barragens de rejeito de minério. E citou a situação de Barão de Cocais, onde mais de 400 pessoas já foram evacuadas das áreas de autossalvamento e os moradores convivem com a possibilidade de queda do talude da mina de Gongo Soco, que tem uma movimentação oscilando entre três e oito centímetros por dia.

O coordenador Estadual de Defesa Civil comentou também sobre a legislação que foi sancionada que determina o prazo de três anos para descomissionamento e descaracterização das barragens a montante de rejeito de minério. “Então, a gente precisa sentar à mesa e discutir e, principalmente, quebrar o paradigma que é o da cultura do risco. Nós precisamos estar preparados para atuar em face de cenários como este. Uma mentalidade preventiva, da gestão do risco, do desastre, que é a população estar consciente, sabendo os procedimentos e passos que deve seguir para quando estiver, como temos em várias localidades do Estado, população à jusante de barragens. Muitas vezes as pessoas esquecem do risco que corre no dia-a-dia”, ponderou.

Segundo o coronel Evandro Borges, o sistema da Defesa Civil está articulado e preparado para dar a resposta e atuar de forma preventiva. O empoderamento das coordenadorias municipais de Defesa Civil é um dos objetivos do workshop realizado nesta segunda-feira. “Precisamos discutir os planos de contingência, os procedimentos a adotar no caso de desastres, de forma integrada com o município, Estado, União. Mas acima de tudo envolver todas as instituições que lidam com o tema de barragens que vai desde a questão do licenciamento ambiental à fiscalização dessas estruturas que são tão também importantes para o Estado”, concluiu.

 


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