Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
TEATRO DA FCCDA
A intimidade com Drummond: parentes, escritor e jornalista relembram relação com o poeta em abertura de exposição na FCCDA

Mostra “Drummond: fala, fala, fala” pode ser visitada até 15 de junho

Publicado em 20/04/2018 - 14h28
Foto: Wesley Rodrigues/DeFato

Uma prosa saudosa reuniu, em Itabira, o escritor e jornalista Humberto Werneck, Otávia Senhorinha de Andrade Müller (sobrinha-neta de Carlos Drummond de Andrade), Pedro Augusto Graña Drummond (neto do poeta) e o também escritor e jornalista Edmílson Caminha, na noite de quinta-feira, 19 de abril.

A conversa informal entre os quatro, que conviveram de alguma forma com o poeta itabirano, aconteceu no palco do teatro da FCDDA. O público, que lotou o auditório, ouviu atento o diálogo, com causos de um Drummond diferente do conhecido pela maioria. Os convidados da noite papearam sobre a intimidade que tiveram “Carlos”, como simplesmente o chamavam.

O diálogo abriu ao público a exposição “Drummond: fala, fala, fala”, com visitação até 15 de junho na galeria da FCCDA. A mostra reúne telefones antigos, que quando tocam e são atendidos, o ouvinte escuta versos, crônicas e poesias de Drummond, na voz do poeta, além de diálogos dele com a filha Maria Julieta.

O curador da exposição é o neto de Drummond, Pedro Augusto. Os telefones usados na mostra inclusive pertenceram a CDA e foram trazidos a Itabira por Pedro. Os sensores próximos dos aparelhos e a dinâmica de funcionamento foi trabalhada pela equipe de robótica Drummonsters, que reúne estudantes da Universidade Federal de Itajubá.

Os quatro convidados da inauguração falaram de “Uma forma de saudade”, livro organizado por Pedro Augusto. A obra, publicada pela editora Companhia das Letras, reúne, após trinta anos da morte de CDA, as páginas arrancadas de seu diário e guardadas por sua filha Maria Julieta num envelope com a inscrição “Diário de papai/Família e amigos”. As páginas revelam ao público reflexões de Carlos acerca de familiares e amigos próximos como Manuel Bandeira e Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Houveram discursos de autoridades políticas e gestores culturais da cidade. Vice-prefeita, Dalma Barcelos (PDT) colaborou com a realização da mostra e disse que Itabira “tem uma grande dívida com Drummond”. Ela falou sobre valorizar e propagar mais o legado do poeta. Nesse tocante, Pedro Augusto comentou sua esperança de que a cidade viva Drummond em toda sua intensidade. “Itabira exporta minério, mas que também exporte cultura, exporte Carlos Drummond de Andrade”, sacramentou.

Foto: Wesley Rodrigues/DeFato

Exposição “Drummond: fala, fala, fala”

Quando: até 15 de junho

Visitação: segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

Local: Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade

Entrada: gratuita


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