Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017 -
IDIOMAS

Esqueça o "portunhol"

É melhor ser fluente: lá fora existem 500 milhões de pessoas que falam espanhol e que não estão muito dispostas a entender o "jeitinho brasileiro" de falar a língua delas
21/11/2015 08h15
DEFATO
O Brasil está cercado pelo espanhol. O idioma é o oficial em nove países da América do Sul, nove da América Central e o México na América do Norte

Você com certeza já ouviu alguém – ou você próprio já fez isso – tentando arranhar um espanhol meio mequetrefe, que só muda a entonação da voz e troca algumas letras por outra. Isso acontece muito, especialmente quando os brasileiros vão para alguma nação de língua espanhola. Devido à proximidade entre os idiomas, a maioria das pessoas pensa que na base do “portunhol” conseguirá se comunicar com facilidade nesses países. O resultado disso, no entanto, costuma ser muito aperto e pouco diálogo.

Enfermeira de formação e professora de espanhol por oportunidade, Claudilane de Paiva e Silva, que leciona no CCAA Itabira, conta que lá fora as pessoas não estão muito dispostas a entender o idioma mal falado e as mímicas dos brasileiros. Ela estudou no Uruguai e sentiu na pele a importância de uma comunicação fluente. “A pessoa (brasileiro) acha que é fácil porque ele consegue compreender tudo que escuta. Mas o vice-versa não ocorre. Eles não entendem. Não é só fazer a entonação, é preciso ter o hábito. Às vezes, uma letra faz com que a comunicação não ocorra. É simples (aprender), mas é preciso prática”, comenta.

Por causa dessa compreensão relativamente fácil, o espanhol é um idioma “marginalizado”. “A pessoa pensa: ‘mas o espanhol é tão fácil, eu consigo’. Fácil até a página dois. Você precisa ser fluente. ‘Hola, qué tal’, ‘muy bien’, ‘pero si, pero no’. Não é só isso. Tem a elaboração da língua e a gente tem que incentivar isso, não incentivar o ‘portunhol’”, afirma Claudilane. “Não podemos menosprezar qualquer língua por pensar que é fácil. É fácil só quando se estuda. Se acha que é só chegar lá e tentar falar, você vai pagar mico. E o nativo percebe. Ele vê que você está falando errado e não dá atenção”, completa.

A preocupação é válida. Em todo planeta, 500 milhões de pessoas falam espanhol. O idioma é a língua oficial de 22 países, o segundo mais importante em número de nações. Mesmo em países em que o inglês é o oficial, o espanhol também é bem aceito. Nos Estados Unidos, por exemplo, o cálculo é de que 35 milhões de pessoas “hablan español”. Existem mais de 16 mil publicações periódicas, 254 canais de televisão e 5,1 mil estações de rádio que se comunicam em espanhol.

O Brasil está cercado pelo espanhol. O idioma é o oficial em nove países da América do Sul, nove da América Central e o México na América do Norte. Ou seja, quem quer viajar pelo continente precisa saber falar bem. De acordo com a professora, um aluno pode adquirir a fluência em até quatro anos e meio de curso em uma escola personalizada. Nas instituições regulares, desde 2005 há uma lei que obriga o ensino de uma segunda língua estrangeira (além do inglês). O espanhol foi o escolhido pela maioria delas. “A aceitação cresceu muito. É muito bacana você pegar um aluno que sai da escola regular e vai para a escola de línguas e já chega com boa noção”, conta a professora Claudilane.

Oportunidades

Não é novidade que o domínio de línguas estrangeiras é fundamental no mundo globalizado. Nesse contexto, o espanhol se apresenta como um das melhores e mais vantajosas escolhas para brasileiros, tanto do ponto de vista profissional e acadêmico quanto cultural. Grandes universidades estão localizadas em países de língua espanhola, o que atraem muitos estudantes brasileiros.

No mercado de trabalho, a importância do espanhol cresce à medida que aumenta o volume de negócios entre empresas brasileiras e companhias internacionais que têm o espanhol como principal língua. A ampliação das relações político-comerciais, facilitadas por acordos econômicos como o Mercosul, é um dos principais motivos da valorização da língua espanhola no Brasil.

Se a integração comercial e profissional com nossos países vizinhos já são motivos suficientes para despertar o interesse pela aprendizagem no espanhol, a importância acadêmica e cultural da língua reforça a importância de incluí-la no currículo. Nas áreas de Direito, Economia, Engenharia e Medicina, por exemplo, os cursos de pós-graduação têm extensas bibliografias em língua espanhola.

“É chato você ouvir o portunhol. É feio. Claro, se você não tem outro jeito, se você está lá e tem que se virar, você tem que tentar. Mas se você tem a possibilidade de estudar, é uma língua muito linda. Eu sou apaixonada pelo espanhol. É uma língua que abraça, gostosa de se aprender, divertida”, finaliza Claudilane. 

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27/11/2015 - 19h12
Claudio
Florianopolis
AULAS PARTICULARES DE ESPANHOL NA INTERNET Olá sou professor particular de espanhol por Skype e Hangouts. www.hispanoluso.com.br/aulas Também tenho um dicionário português-español de amigos falsos ou seja palavras que se escrevem ou proninciam de forma igual ou parecida em ambas línguas mais significam coisas deiferentes ou opostas. vejam www.hispanoluso.com.br
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