Quinta-feira, 25 de Maio de 2017 -
ITABIRA

Sine, Minas Fácil e servidores da Educação entram na greve; governo reforça incapacidade financeira

18/05/2017 11h33
Wesley Rodrigues
WESLEY RODRIGUES/DEFATO
Na semana passada, servidores protestaram e fizeram um “apitaço” na sede da administração municipal

Servidores do Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Itabira cruzaram os braços e a repartição pública atende nesta quinta-feira, 18 de maio, somente a emissão de currículos e confecção de carteiras de trabalho. Trabalhadores do Minas Fácil, seção que presta serviços da Junta Comercial, também paralisaram os serviços.

Segundo o sindicato dos servidores, na Escola Municipal Coronel José Batista - região Central da cidade -, os alunos foram liberados mais cedo nessa quinta. Pelo menos 24 servidores da Educação no município deflagraram greve. Outras escolas e profissionais são persuadidos a aderirem ao ato.

Funcionários do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) avaliam entrar no movimento paredista, informou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Priscila Miranda.

Na terça-feira (16), anunciaram greve os servidores da Superintendência de Transportes e Trânsito (Transita). Quase a totalidade dos agentes de trânsito mantém os braços cruzados no município, suspendendo a fiscalização, entre outros, do sistema de estacionamento rotativo.

Já as equipes da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb) voltaram ao trabalho na manhã de hoje, retomando o recolhimento de lixo e varrição das vias. Os servidores estavam em greve desde o dia 11, mas, por ação judicial impetrada pelo município, a Justiça determinou que 70% do efetivo retornasse ao trabalho. Funcionários e o sindicato decidem à tarde se mantém um contingente de 30% em greve.

A greve no funcionalismo público itabirano ocorre por reivindicações trabalhistas. Sindicalistas alegam três anos sem reajustes salariais e o governo se mostra irredutível à questão, diante das contas no vermelho. O Sintsepmi afirma que a greve ocorrerá por tempo indeterminado.

“Esgotadas”

Por telefone, o secretário de Governo, Ilton Magalhães, ressaltou que o município não pretende ter novas reuniões com os grevistas. Isso porque, segundo ele, as negociações estão esgotadas. Ele frisou que o teto do que o município pode oferecer são os 14% no cartão-alimentação. “Não há limite financeiro para qualquer reajuste. Existe um déficit mensal de R$ 4 milhões na Prefeitura de Itabira. A queda de receita inviabiliza uma oferta melhor”, ressaltou.

Ilton pontuou também que o município irá recorrer judicialmente para que serviços essenciais à população não sejam interrompidos. “A greve é um direito constitucional, desde que haja limites e não comprometa a prestação de serviços à população. Esperamos uma conscientização dos grevistas, que voltem ao trabalho e entendam a real situação do município”. 

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