Domingo, 17 de Dezembro de 2017 -
EMPREENDEDORISMO CRIATIVO

Universitários criam "Uber" do delivery em Itabira

Aquele hambúrguer ou pizza pode chegar mais rápido, com melhor preço para comerciantes e direitos assegurados para motociclistas
15/04/2017 09h00
Wesley Rodrigues
IGOR PROCÓPIO/DEFATO
O serviço de motoboy sob demanda promete resolver um gargalo do setor em Itabira

Uma startup criada em Itabira promete resolver problemas de lanchonetes e restaurantes que entregam comida. A ideia é introduzir na cidade um serviço de motoboys sob demanda, uma espécie de “Uber” dos pedidos de delivery, que beneficia principalmente o cliente, com uma entrega rápida, segura e com preço mais competitivo.

O serviço é da startup Agilizaê, dos universitários Ítalo de Abreu, José Urbano, Átilla Graciano, João Miguel Abreu e Rodrigo Pinto. Alunos de cursos distintos da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), eles moldaram a proposta depois de ouvir as principais queixas de comerciantes do segmento da alimentação em Itabira: dificuldades de achar motociclistas interessados no trabalho, tempo de entrega e o custo do frete.  

A logística do Agilizaê é bastante simples. Ítalo de Abreu explica que empresa que faz o delivery registra as encomendas no aplicativo da startup, preenche todos os campos, como endereço do cliente, valor e forma de pagamento. Aí o sistema, com GPS, recebe as informações e as repassa para o motociclista cadastrado que está mais próximo.

Mecânica da renda

As empresas poderão optar entre pagar uma taxa por cada entrega ou pagar por uma assinatura mensal à startup, por exemplo. Os motociclistas pagarão apenas uma pequena taxa por cada corrida realizada. Todos são independentes e os motoboys terão a liberdade para escolher o melhor horário para trabalhar. Basta abrir o aplicativo e se disponibilizar para entregas.

Os idealizadores destacam que para que o comerciante não fique sem um entregador em determinado horário, o valor pago por cada entrega será modificado durante o dia, incentivando os motoboys a trabalharem nos horários de pico. O sistema irá analisar a quantidade de entregas, horário e quantidade de motociclistas disponíveis e propor um preço melhor e atraente a ambas a partes.

Direitos assegurados

Os jovens pensaram também na proteção dos direitos trabalhistas dos envolvidos. Os entregadores precisam se registrar como microempreendedor individual. “Esta exigência faz com que todos os motoboys tenham seus direitos garantidos pela lei pagando uma pequena taxa por isso”, pontua João Miguel.

Ítalo de Abreu, José Urbano, Átilla Graciano e João Miguel. Foto: Igor Procópio/DeFato

Em finalização

O mercado de delivery é potencial na cidade: os universitários mapearam cerca de 200 serviços itabiranos de delivery. O aplicativo está em fase final de desenvolvimento e já tem interessados.

Os estudantes, de cursos como Engenharia da Computação, Mecânica, Elétrica e Controle e Automação, tiveram a ideia ainda no ano passado, no Startup Weekend, evento de inovação e desenvolvimento tecnológico realizado na Unifei Itabira. Depois disso, o negócio colaborativo cresceu e foi destaque em São Paulo.

Em dezembro passado, eles participaram da Liga dos Campeões da Endeavor, organização de apoio a empreendedorismo na capital paulista. De dezenas de startups inscritas, eles estiveram entre os finalistas. Além da notoriedade, puderam ampliar os conhecimentos no campo: participaram do “Bota pra Fazer”, um curso da Endeavor de criação de negócios de alto impacto.

“O evento nos motivou, ainda mais, a investir tempo em nossa ideia e tentar melhorar uma cidade, um estado e quem sabe o Brasil”, concordam os jovens. 

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15/04/2017 - 09h37
Raimundo Drummond
Iabira
A idéia é excelente. Será que preocuparam em registrá-la, antes de divulgar? Quem registra, é que é o pai da criança. O INPI, tem um campo para esta criação. Atte.
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17/04/2017 - 08h58
Luciano Mendes
Itabira
O pai é o UBER EATS, já existe e funciona muito bem em São Paulo.
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