Terça-feira, 28 de Março de 2017 -
RESPOSTA A PROTESTO

Neidson faz discurso duro, defende Apac e é direto para comunidade: "Já está feito"

14/02/2017 20h32
Rodrigo Andrade
RODRIGO ANDRADE/DEFATO
Diante de líder comunitária, Neidson Freitas fez discurso duro a favor da Apac

A comunidade de Córrego do Meio voltou a se manifestar na tarde desta terça-feira, 14 de fevereiro, contra a construção do Centro de Reintegração Social (CRS) da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) naquela região. A líder comunitária Águida Aparecida Martins usou a tribuna da Câmara de Vereadores e chegou até a chorar ao falar de sua sensação de insegurança, mas deixou a Casa com um discurso duro e direto do presidente do Legislativo, Neidson Freitas (PP). O progressista foi taxativo ao dizer que não adianta mais manifestações contra a Apac, porque é algo irreversível.

Moradores da região do Córrego do Meio levaram para a Câmara faixas e cartazes contra a Apac. Na tribuna, Águida Martins repetiu o que já havia dito à imprensa momentos antes (clique e leia mais). Falou de fugas recentes em associações desse tipo em Minas Gerais, das más condições da comunidade e de como isso pode ser um complicador em caso de problemas na Apac. Também citou que os vizinhos não foram ouvidos e reclamou de processos por causa de protestos passados.

Neidson Freitas ouviu todo discurso da líder comunitária e depois deu resposta firme. O presidente da Câmara afirmou que a situação da Apac é uma “questão intempestiva”, que não cabe mais discussão. “Gostaria muito de poder ajudar, mas isso não é possível. É algo jpa definido”, exclamou o progressista, que continuou: “Qualquer vereador que se comprometer em mudar essa realidade estará sendo inconsequente”.

Na opinião do presidente, houve um “jogo de empurra” nos últimos anos que iludiu a população da região do Córrego do Meio. “Faltou posicionamento político. A minha decisão neste momento foi me posicionar com o que é devido, com a verdade. Não há nenhuma ação política a ser desenvolvida pelo poder Legislativo, ou por algum vereador individualmente, que possa mudar o andamento da construção da Apac”, disse Neidson, em entrevista à imprensa.


Águida Martins chora na tribuna da Câmara                                                                                                      Foto: Rodrigo Andrade/DeFato

Ex-presidente

Presidente da Câmara de Itabira em três dos últimos quatro anos, o vereador Rodrigo Diguerê (PV) respondeu ao comentário de Neidson de que faltou posicionamento político na gestão passada. O pevista negou que tenha havido jogo de empurra e que ele e seus antigos colegas se movimentaram dentro do que era possível para atender a comunidade de Córrego do Meio.

“Concordo com a postura do senhor, que mostra um posicionamento firme e verdadeiro. Mas os tempos são outros. Hoje, não há nada a ser feito, mas lá atrás havia. Nós tentamos uma negociação política, procuramos outros terrenos, mas tivemos grande resistência por parte do Judiciário e do Ministério Público”, argumentou Diguerê.

Após a fala do ex-presidente, Neidson Freitas pediu desculpas por alguma ofensa aos vereadores da última gestão e reafirmou que seu posicionamento se dá pela situação atual.


Ex-presidente Rodrigo Diguerê defendeu vereadores da legislatura passada                                                        Foto: Rodrigo Andrade/DeFato

Apoio ao método

Neidson Freitas demonstrou apoio ao método Apac e criticou a postura da líder comunitária na tribuna da Câmara. Para o presidente, os contrários à associação usam “sensacionalismo para mobilizar a comunidade itabirana inteira contra um projeto que ainda nem surgiu”. “A Apac já é uma realidade e acho que a gente tem que caminhar para que possamos dar uma condição de ela funcionar de maneira adequada e ter envolvimento com a comunidade. A gente tem que acreditar que é possível”, defendeu o presidente.

O progressista, ao lado do vice-presidente André Viana (PTN), defendeu que a presença da Apac não inviabiliza a implantação do Parque Científico Tecnológico, que é outro argumento dos contrários à associação. Nesse sentido, o vereador Solimar Silva (SDD) rebateu e afirmou que há estudos que comprovam que um projeto anula o outro. 

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15/02/2017 - 15h04
MARIANE
itabira
Engraçado o ser humano,acha q quem ja errou não merece chance! Eles são seres humanos,e o mesmo amor q Deus tem por nós tem por eles tbm! Deixem a apac em paz, e vai pedir policiamento pró córrego d meio e região pq aquele pedaço ali tá tendo mto assalto e não é o pessoal dá apac não! Daqui uns dias vão tirar a culpa dos q aprontam p colocar em cima deles! Ninguém é melhor que o outro não!
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15/02/2017 - 12h42
Pedro de Alcantara
J.Monlevade
Onde tem APAC demonstra desenvolvimento. Parabéns Neidson. Há de ser firme e consciente para se ter cargo político. Homens firmes fazem falta em nossa política onde qualquer desentendido passa ser reivindicador.Pena ser do PT>
19 12
15/02/2017 - 10h36
Carlos Malta Figueiredo
Itabira
Eleitor é engraçado. Os políticos poderiam alimentar a esperança e levá-los na conversa mole por meses. Mas o cara é ruim pq falou a verdade. Não dá para entender. Neste caso da APAC e Comunidade Córrego do Meio o que tinha para ser feito já foi realizado, tentaram no momento oportuno e não tiveram êxito. Agora é bola para frente e ver a melhor forma de lidar com a situação. O discurso de que a Criminalidade aumentou por causa da APAC é insano, não tem lógica. Sugiro aos vizinhos da APAC, quando da sua instalação, conhecer de perto a realidade da metodologia, inclusive participar. Com certeza terão mais sucesso do que cair em lábia de político que quer voto. Parabéns aos vereadores que não alimentaram falsas esperanças e, com o pé no chão, se posicionaram. Que seja assim em outros temas levados ao Poder Legislativo.
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15/02/2017 - 08h18
Carvalho
BH
Infelizmente a comunidade de Córrego do Meio vai ser muito prejudicada com essa APAC. Assim que forem selecionados os presidiários que serão transferidos para a unidade, começarão as invasões de terrenos pelos familiares dos presos. Os índices de violência e criminalidade irão crescer, proporcionalmente ao número de familiares dos presos. Podem achar que a minha opinião seja muito dura, mas é a opinião de alguém que tem conhecimento no assunto e a mais pura realidade.
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