Terça-feira, 25 de Julho de 2017 -
RESERVA/REFORMA

Conhecido pelas gargalhadas, "Jajá" se despede da PM em Itabira

Tenente-coronel Jair Antônio Pontes Neto atuou por quase dois anos e meio à frente do 26º BPM
14/02/2017 16h38
Wesley Rodrigues
WESLEY RODRIGUES/DEFATO
Bem-humorado, oficial se aposenta após 30 anos de carreira na PM

O tenente-coronel Jair Antônio Pontes Neto é uma figura notável na Polícia Militar de Minas Gerais. Com o apelido de “Jajá”, o oficial chama a atenção pelas gargalhadas intensas, espontaneidade e entusiasmo. Esta terça-feira, 14 de fevereiro, foi seu último dia de farda. Com 30 anos de carreira na corporação, Pontes ingressa na reserva, isto é, a aposentadoria.

Veja vídeo produzido por DeFato Online sobre a mudança no 26º BPM:

O discurso dele na transmissão do cargo ao tenente-coronel Hudson Matos Ferraz Júnior foi marcado pelo bom humor e a quebra de um protocolo mais sério e formal. Fez elogios e declarações à mulher, Ana Paula Mota Crovato, a quem chama de “Paulinha”, e rendeu agradecimentos aos colegas. “A gente é feliz com quem é feliz com a gente”, disse ele.

Pontes se declara e abraça a mulher, aplaudido pelo coronel Edvânio Carneiro

Na corporação em Itabira, Pontes assumiu a liderança em setembro de 2014. Em entrevista ao Portal DeFato Online, o oficial citou fatos marcantes, como a atuação de sua equipe no período do Carnaval de 2015, no combate a uma quadrilha do Estado da Bahia, que se instalou em Santa Bárbara e praticava crimes por cidades da região. “Naquele momento a gente percebeu o quanto os militares daqui são valorosos, com o empenho de vários deles no momento da folga ou extrapolando o horário de trabalho”, recordou.

Pontes passou por regiões como o nordeste mineiro, zona da mata e a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele afirmou que a unidade de Itabira é, a seu ver, “o melhor time da corporação mineira”. “A melhor tropa - aquela que a população está mais bem servida em Minas Gerais - encontrei aqui no 26º BPM. Os militares são profissionais na essência e se dedicam também enquanto não estão trabalhando”.

Agora reformado, o militar se dedicará a projetos pessoais. Inicialmente, retornará à cidade da família, Juiz de Fora, na zona da mata. Ele é formado em Direito e especialista em Segurança Pública. 


O oficial, acompanhado da mulher no descerramento de seu retrato na galeria histórica do batalhão

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15/02/2017 - 08h28
Carvalho
BH
A carreira militar é uma das mais nobres. Nesse ambiente é criado um laço familiar que somente se desfaz após a morte. O respeito a hierarquia e a disciplina é base para convivência nessa corporação. O mais bacana nessa carreira é que você vai para a reserva, mas continua fazendo parte da corporação. Diferente das empresas privadas, onde o empregado, ao se aposentar, é abandonado pela empresa e pelos antigos colegas de trabalho.
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